Sebastião

 

Depois de muita persistência e desilusão,

Na minha humilde companhia convalescida,

Minha esperança com medo de não

Terminar desgastada e arrependida

Enfraquece meu desfibrado coração.

 

O cupido que me acerta na partida,

De cada sonho de dedicada paixão,

Com pena me assiste sangrar, sentida

É a falta de uma carinhosa mão

Pra estancar a tristeza de minha vida

 

Irene, já não aguento mais essa prontidão!

Um soldado romântico, repleto de feridas

Vejo que, sem alguém, meus amores são,

em saraiva de flechas no meu peito esquecidas,

Minha escolha e minha execução.

 

Mas de peito aberto em espera comprometida

Enquanto vivo tenho fé no eterno amor, em oração

Abandonado, sonho com sua vinda,

Pra afastar de mim a teimosa solidão

Que trava comigo uma guerra sofrida.

Guilherme dos Anjos Nascimento

 

Em uma alusão a São Sebastião, comparo as várias desilusões amorosas, que fazem por desanimar a busca a um amor de peito aberto.
Guilherme dos Anjos Nascimento
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