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Truco de paus e espadas

 
Na sociedade, embaralha-se e eis
que se percebe o trapaceado
Distribuem as cartas com sinais, os reis
São a mão e o pé, lado a lado.
 
Abaixo deles as damas lutam,
Com suas imagens e copas apagadas
Cansadas, neste carteado, não mudam
Mesmo valendo-se mais que a espada
 
Valete pois que delas é também espelho,
Representa todos os gêneros de naipes, este subalterno
Transita questionando o negro e o vermelho
Espectro que amedronta, pela ignorância e mistério. 
 
No verso das cartas marcadas, igualdade melindrosa,
sou um coringa, rindo do blefe do povo,
Em que o ás é uma minoria, diferente e valiosa
Que deseja o az másculo em sua manga, para o jogo.

 

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Guilherme dos Anjos Nascimento
14/12/2020