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O peso nesses bolsominions... Ontem a noite eu conversava, aqui em frente ao

barraco, com uns vizinhos que vieram descansar na prainha... Uma delas, bolsominion fervorosa, começou a admitir que a morte por atropelamento do filho se deveu à onda de intolerância e impunidade... Estava um caco de pessoa! Uma artista plástica talentosa que não consegue mais olhar para as telas... A dor daquela mulher era tão intensa que em dado momento, enquanto os outros tentavam consolá-la, eu não conseguia respirar... Meu coração, vacilante, deu uma desistida e o chão pareceu ter desaparecido... Assimilar a dor daquela mulher foi algo tão assustador que foi como se muitas mãos saissem dela e estivessem a me sufocar, tolhendo minha visão e a capacidade de absorver o ar. Fiquei dormente, mas ouvindo tudo, gélido e trêmulo... Minutos depois e eu já estava sendo examinado. 50 de glicemia, 43 de batimento cardíaco e 14x9 de pressão arterial (meu normal é 10x6)... Logo depois, deitado, mesmo sozinho, ainda senti um tumulto ao meu redor, como que me rondando!

Ao escrever sobre isso ainda sinto a confusão mental daquela mulher! 

Já tive muitas experiências assim, mas ou essa foi a maior de todas, ou já estou fraco e incapaz de aguentar essa sensação...

No fim das contas, a pobre mulher parece ter ficado aliviada e dizem ter me abraçado. Eu não lembro. Mas tive medo que ela morresse, porém até sorriu, disseram, após um choro compulsivo... Soube agora que dormiu e acordou tranquila...

Eu ainda sinto minhas veias como se tivessem sido invadidas por uma torrente...

Ao final percebi como funciona a mente dessa gente que agiu errado para com o país e concidadãos, mas não consegue admitir, embora a opressão lhes esmague o interior...

Mais fácil pedir perdão. Mais fácil se perdoar...


Bom domingo!!!

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Paudalho Pernambuco

RONALDO RHUSSO
01/11/2020

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