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Aviso aos poetas que falam de amor

 

 

 

 

Escrito em 17 de março  de 2004...

(Tão  verdade hoje quanto foi há 16 anos)

 

 

Quando folheei sua alma

Com muito cuidado tocando página por página

E pela primeira vez me encontrei com seus versos

Fiquei tão mexida 

Era como se minha alma

Tivesse sido folheada também.

 

Eu fiquei confusa, com medo 

Eu não sabia ao certo 

O que em mim havia sido revirado

Nem quem havia me tocado 

Se só as palavras ou o poeta. 

 

O poeta eu não conheço

Mas ainda sonho em ser a bela idealizada

Sobre os sentidos e os sonhos

Vaporosos de uma alma que me encanta 

De um ser cuja face desconheço. 

 

Que alma de moça nunca

Desejou ser imortalizada

Por um ser romanticamente mortal como ele

Que alma de moça nunca

Desejou ser a inspiração angelical

De uma nota de palavras duradouras

Tanto quanto o amor que no tempo não se extingui

Nem à distância. 

 

Eu o amei, eu o amo tanto

Mas sou tão simples que nem por um encanto

Poderia tornar-se musa nem a lua 

Nem esses meus versos, poderiam apagar nossas diferenças

Nossa distância.

 

E ele, ele continuará pensando

Que faz versos para passar o tempo

Que faz versos para recordar momentos

Que faz versos para reviver um amor.

 

Ele continuará pensando em tantas coisas

Menos que existe no mundo

Uma garota chamada Melina

Que ler poesias e se entrega.

 

Nem saberá que sou forte para viver

Todos os sentimentos adormecidos de mulher

E que no papel sem querer ele desperta.

 

Isso é apenas um aviso para todos os poetas

Cuidado com as palavras que escrevem 

Cuidado com os sentimentos que confessam

Pois leitora, como eu sou, sempre é a outra

Que acaba desejando o que não deve! 

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Melina dos Anjos
01/09/2020

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