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Morte aracnídea

 
 
 
A morte é uma aranha sorrateira e tecelã
Que com vários olhares, não se ressente da dor
Pois, com fieiras a tricotar a teia, no afã,
De selar o destino, aracnídeo labor.
 
De lamentar, a todos se esfria as vísceras,
Pois jamais, em vida, a vítima terão
Também na peçonha daquelas quelíceras,
Serão elas que um dia se envenenarão!
 
Porém, suas peludas e longas patas
te ensinas a viver, pois não é azar.
A culpa e o arrependimento é que te matas
Gasta-se a vida em repulsa, ao invés de aceitar!
 
Guilherme dos Anjos Nascimento

 

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Guilherme dos Anjos Nascimento
02/08/2020