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Poeta varrido

 

Volto ao meu exílio.

Lugar escuro e frio.

Lugar donde nunca devia ter saído.

Dou adeus a minha doce ilusão

de tentar viver um grande amor.

E recebo de braços abertos a solidão.

Essa, que sempre me espera de prontidão.

Volto a me esconder entre brumas.

Só assim para eu não me achar

e não sentir mais coisa alguma.

Fecho meu coração,

porém não me torno indiferente,

porque foi essa bela paixão

que me tornou coerente...

Mais consciente.

Volto a ser poeta varrido,

que sente saudades do tempo vivido

com borboletas no estômago.

Que sente saudades dum mundo colorido.

 

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Geanderson Chagas
22/06/2020