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FOGARÉU


 
 
Perante o mundo entoei meu canto,
Escrevi em verso e prosa a fantasia
Que me fotografou na alma arredia
A simbiose catártica do meu pranto.
 
Diante do cosmos descrevi estrelas
Que salpicavam luz sobre os mares
E jogavam em suas vagas ondulares
Os sonhos líricos que são incertezas.
 
Pude navegar insólito sobre as dunas
Dos vícios... Ver as horas importunas
Que regem o mergulho sobre a areia...
 
Afinal, afoguei-me indócil no tempo
E tudo o que sei e que ainda eu penso
É que vida sem perfume se incendeia!
 
 
 
DE  Ivan de Oliveira Melo
 
 

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Ivan de Oliveira Melo
15/05/2020