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QUARENTENA

Céu cinzento, soturno e nublado.
Cada um, dentro de si, fechado.
Pensamentos cinzas, como o dia!
Contorce-me por dentro, algias.

Medo, saudade, recordações,
Trazem-me paúra, emoções!
Esfrego as mãos, suspiro fundo
Busco profundo, alívio ao coração!

Tudo inútil, pálido. Tudo em vão!
O dia discorrerá com sua programação.
Nada mudará; para mudar a mim!

Já contei dias, semanas, meses assim!
Até que a noite chegue e me abrace;
E sem o seu abraço, eu possa dormir!

Autor: Jeovan Alves

 

 

 

 

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Em casa, depois de um amanhecer chuvoso e melancólico. Já há quinze dias confinado por conta de um vírus nascido na China e, que dissemina, a população mundial; e, mesmo, sem inspiração. Um pálido e simples soneto... Porto Seguro, Bahia, Brazil, 06 de Março de 2020,

Jeovan A. dos Santos
06/04/2020