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Sótão

A gente ali no sótão

Bebendo vinho do porto

Aquela serpente no seu pescoço

Parecia querer me dizer alguma coisa

Mas  o meu olhar mergulhou

Entre as suas coxas

Perdi fôlego,

Sair do foco,

Fui a nocaute. 

 

A sua blusa cavada no peito

Daquele jeito que atiça

Abrigava ao mesmo tempo  uma ternura 

Um misto de inocência e malícia 

Me vi refém da sua saia de crochê

Das suas pernas grossas 

Desse jeito não há quem possa resistir 

A essa criatura tão casta e tão profana,

Tão sacana por natureza 

 

Numa colcha de retalhos colorida

Você se deitou completamente despida de tudo

Meio santa,

Um tanto atrevida

Foi se abrindo aos poucos como rosa

Nos tocamos com tanta sede

Daquele jeito que arrebenta a porta,

Embaça a vidraça 

Quebramos uma taça,

Vencemos os medos.

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Tatiane Correia Silva - Compositora/Poeta (SALVADOR-BA)
25/12/2019

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