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Sete Anos

Sete anos de sorte roubada

Pela promessa de um amor eterno,

O qual se mostrou uma terrível piada

E me deu uma amostra grátis do inferno.

 

Mas sete anos se passaram e amadureci.

O que lamento é que por conta disso, descobri a insensibilidade;

Em razão da falha, uma sorte de coisas ruins aprendi,

Enquanto tentava não me isentar da responsabilidade...

 

Eu queria dizer ao meu antigo eu

Que a paixão cega e que aos vinte e um anos, a minha certeza

Sobre os sentimentos humanos, aquele tesouro meu,

Era a mais pura verdade, quase uma lei da natureza!

 

Será que te amei mesmo? Ou foi cegueira?

Sei, hoje, que jamais toleraria certos insultos;

Nem conseguiria escutar, a cada asneira,

Escândalos frenéticos, os quais nem eram, dos ciúmes - vultos!

 

Será que realmente valeu a pena a experiência?

Há sete anos atrás eu sentia alguma esperança.

Eu me culpava sozinho, e não tenho mais essa "nobreza" e cadência

Para atirar-me no abismo a bailar em tua macabra dança...

 

Eu mudei para pior por causa daquele "romance"...

De que me valeu, enfim, ter sentido tanto amor,

Se foi para uma única vez; se foi falha, miseravelmente, a nuance?

Há sete anos atrás, tu me declaraste perpétuo perdedor...

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Thiago da Silva Carbone
19/11/2019