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Saudades da minha mocidade

Quando na minha ingenuidade 

Escrevia poesia não da experiência

Mas do que a mente imaginava. 

 

Mas o tempo permitiu que no caminho

O amor me causasse tanto desapontamento

Que se calaram todas as palavras

Perplexas, atemorizadas diante o sofrimento. 

 

Tornei -me poeta do vazio, da dor

Do bem fingido, do esquecimento

De um cemitério de versos enterrados 

E esperanças acabadas. 

 

Tornei -me por vastos anos 

Poeta da morte e do silêncio 

Até que há  poucos dias apaixonei-me  e num suspiro

O ar me trouxe essas palavras ao pensamento...

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Melina dos Anjos
20/08/2019

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