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Tempo da Rosa

 
No meu peito aberto Rosa indefesa deita
enquanto escuto suas suplicas de pétala despida
minhas mãos sedentas em forma de colheita
em suas curvas femininas, deslizam incontidas.
 
Guardado nas rotinas de Rosa colhida
enquanto me ergo em caule, seiva e calor,
em pulsações que brotam nos gemidos da flor,
seguro nas maos a Rosa da minha vida.
  
Eu jardineiro em atitude contemplativa
Vejo a Rosa-dança no caule a fluir a seiva
em êxtase que cura marcas de dias ruins.
 
Satisfeita rosa descoberta agora dorme
no meu campo suas pétalas caem conforme
trazem com o dia sonhos de novos jardins.
 
 

 

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Harllei Oliveira
08/08/2019

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