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O dia (do Pai) da mentira

Dizem que a mentira tem pernas curtas. Isso não sei se é verdade ou mais uma de tantas mentiras disfarcadas que ouvimos. O fato é, que tendo ou não as pernas curtas, ela tem caminhado por milhares de anos, e, incansável, enganando e desviando os homens do caminho da verdade, ofusca o brilho da verdade. E é interessante percebermos, que quando o assunto é a verdade, ela sempre tem dois lados, mas a mentira não. Ou alguém sabe qual é o outro lado da mentira? Creio que seja uma mentira maior. E a razão é simples, porque, para tornar uma mentira em verdade é necessário encobrir a menor por uma maior. É muito fácil acreditarmos em uma mentira porque não exige nenhum compromisso ou responsabilidade de quem a ouve. Dificilmente falamos uma mentira, sempre ouvimos falar, não é verdade?. Não nos responsabilizamos nem mesmo por propagá-la. Isso fica a cargo de quem a divulgou primeiro, coisa que ninguém sabe a fonte ou a origem. Com a verdade é diferente. Quando falamos nos comprometemos com ela. Como afirmei, isso vem de longe. Quando o primeiro homem foi criado, ele acreditou em uma mentira mesmo sendo orientado pelo seu Criador e tendo como opção escolher a verdade. Mas ele ignorou e se curvou a quem mentiu e a mentira propriamente dita. Daí em diante ela não parou de andar e encontrou um veículo apropriado em sua caminhada, o homem. Chegou em nossos dias tão fortalecida que além dos dias que disfarçada de meia verdade, de engano, ou, não é bem assim, argumentos sem fim, palavras vazias, promessas ocas e justificativas infundadas, ganhou um dia para ser difundida sem nenhum temor de consciência naqueles que a divulgam. Agora mesmo, e razão desse texto, foi uma grande mentira que me chegou aos ouvidos. Sabemos que o pai da mentira é homicida (mata homens) desde o princípio com suas mentiras e jamais poderá se firmar na verdade porque nele não há verdade. A mentira e a verdade tem como fonte dois homens, o primeiro, categoricamente afirmou para o universo ouvir: eu sou a verdade, o outro, por sua vez, dia após dia e especialmente em primeiro de abril, intensifica suas forças para desacreditar o primeiro. E assim, com essa verdade caminhando paralelamente com a mentira, cabe a cada um de nós festejar ou não o dia (do pai) da mentira  divulgando outras mentiras ou calando-nos diante dela. A decisão é nossa. A mentira é como um veneno, se tomarmos o efeito pode ser devastador.  Acredite se quiser, mas, a verdade está em sua frente, em suas mãos, em sua vida, em seu coração em seu viver e ela não tem um dia especial, apenas o dia de hoje. Por isso, se hoje ouvirdes a voz da verdade não endureçais o vosso coração.
A escolha continua sendo nossa e as mesmas opções estão em nossos ouvidos, assim como o resultado dessa escolha igualmente o é, vida ou morte. Qual a sua escolha? 

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Zeca Moreira
21/05/2019

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