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Tristeza, deita na minha cama... (Lamento 03)

Sadness... 

Sadness.

Sadness...

Sadness.

 

 

Chega bem devagar 

(incontrolável) como o frio ou, o calor.

Você é toda educada,

mas, não pede licença para entrar.

 

 

Tristeza... 

É o seu nome.

Seu nome... 

É Tristeza.

 

 

E agora o que eu vou fazer?

Preciso seguir meu minha vida,

mas, não me vejo mais sem você.

 

 

Me acostumei... 

É tão confortável. 

Entra, senta, vamos conversar, 

Tristeza! 

 

 

Doce amiga, 

por favor... Não me deixa! 

Você causou tudo isso.

Você é a dona de toda essa beleza e eu não consigo parar. 

 

 

Tristeza, 

deita na minha cama;

finge que me ama;

Traz sua amiga morte para o ménage e vamos "coitar". 

 

 

Tristeza, 

deita na minha cama. 

Finge que me ama. 

Me usa, vai embora, para que eu possa 

te procurar. 

 

 

Assim tem sido a minha vida: 

 

 

Eu tento seguir o caminho da virtude. 

E não importa para quão longe eu vou. 

O diabo me alcança. 

Eu posso ir para o lugar mais escuro, 

e lá ele está. 

Eu posso fugir para o mais profundo mar,  e lá ele está. 

Quem sabe até fugir para lua, ou passear apenas pela superfície do Sol...

Corro do Oriente ao ociedente, vôo do Norte ao Sul, rastejo do nascer no leste ao pôr-do-sol no oeste... 

E não importa, lá está ele, sentado com a perna cruzada, todo elegante, como se fosse o cafetão da tristeza e da morte. Eu estou em débito. E só posso pagar com a vida. 

 

 

Primeiro morre tudo que há de bom, toda esperança dentro de mim, e por fim o meu corpo. Penso que morrer agora, nem terminar de escrever este texto seria um alívio, mas, seria um pecado tirar minha própria vida, ou pensar nessas coisas. Será um castigo de Deus eu ter que viver essa vida por não a querer mais? 

 

 

Enquanto não tenho resposta... 

Eu sigo ferido. Pois, não importa para quão longe vou, ele me alcança. 

Antes d'eu chegar ele já está lá me esperando, pronto, com sua lança. 

Machuca mais que tudo. 

É um complexo de tudo que vivi na vida. 

Cada dor que senti.

O peso de toda perda.

O peso de toda culpa. 

E as feridas mentais/emocionais. 

Essas não tem cura. 

 

 

... corticotrofina,

do cortisol,

do estrogênio, 

da progesterona e do T4.

 

 

Melancolia pela morte, ela que é tão forte. Sua empregada é a tristeza que trouxe consigo a depressão, 

e para ir embora: 

 

 

...nem mel de abelha,

nem a maçã, 

nem o segredo, a noz-moscada, 

nem o santo açafrão! 

 

 

Vivo em uma prisão do tamanho do meu crânio. Minha massa cinzenta me sufoca. Para todo lado que olho é tudo igual. No meu olhar há apenas confusão. As mulheres que deitam suas cabeças no meio peito não sentem mais meu coração .

 

 

Me sinto tão iníquo e sujo como aquelas folhas secas, mortas e levadas pelo vento.

 

 

Tô fazendo tudo errado. 

Me tira de mim. 

Me tira de mim. 

Me tira de mim. 

 

 

Pecado de estimação, não dá...

Tristeza vem para minha cama. 

Traz sua amiga doença, queima-me com a frebre,  como fogo,

faça-me ver coisas,

me deixa maluco. 

Deixa eu acreditar que essa vida é um absurdo. 

 

 

Ratos, rãs e lagartixas. 

Cercam o meu quarto. 

Mas, é melhor os "bichos" já que as "pessoas" só me fazem de palhaço. 

 

 

Tem misericórdia, Deus.

Um pouco de pena de mim. 

Não me deixa acreditar que miserável será o meu fim. 

 

 

EU NÃO QUERO ESSA VIDA! 

NÃO QUERO, NÃO! 

EU NÃO QUERO ESSA VIDA

DE DESTRUIÇÃO! 

EU NÃO QUERO UMA VIDA

ONDE EU NÃO VIVO!! 

 

 

Me deixa queimar, 

bem devagar

como um alerta 

de matar mosquito. 

 

 

Tristeza, 

Você é minha dona. 

Você nem ninguém me ama... 

Não aguento mais... 

 

 

Não aguento mais... 

Me tira de mim, Deus. 

Não aguento mais... 

Me tira de m... 

Não aguento mais. 

Mãe... 

Pai... 

Me tira de... 

         D

     e

u..         

         s...

NÃO AGUENT. ...

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Poema musicalizado.
Começado em

Mandirituba - Pr terminado em Aracati - Ce. Paraná / Ceará

Alexandre Cezar Fh
21/04/2019