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Lamento meu 2

Não dá mais, as doses de orgulho que eu tenho tomado tem me derrubado, começou a afetar o meu físico eu tô andando meio curvado. Mas, que se dane postura qualquer aula de etiqueta corrigi. Primeira vez em 2018 que dou uma risada. Como vou pagar pelas aulas se Nunca sobra dinheiro para nada.


 Dizem que eu só sei reclamar, mas, e daí, vai que é nisso que eu sou bom. Todo mundo reclama de dor, você sabe o que eu sinto no coração.


 Eu tenho umas casas para ir, mas não tenho lar. Tenho filmes para assistir menos a vontade. 

 Um pouco mais do que 35 mulheres com que eu posso dormir, toda noite, é só escolher, mas não tenho uma que realmente me ama.


 Dizem por aí que eu sou possessivo, exigente, eu posso te explicar tudo.

Na minha vida desgraçada, todas as desgraças são pagas, eu estou vivo porque nem minhas tentativas de morte são de graça.

 Quando chega algo bom eu quero para mim, é tão ruim assim querer que algo que é bom fique melhor?


Eu não falo palavrão só inglês, não faz diferença já que "cu", é pescoço em francês. Mas, de que vale me regrar em palavras, "estou muito preocupado". Como se fosse ter um portão no céu e um anjo falando: vai embora para você está trancado.


 Se eu respirar fundo dói, minhas dores já estão sentindo dor, os meus casacos não produzem mais calor. De que adianta comer uma, duas, três, quatro, 80 refeições, mas, eu não tenho como me alimentar.


 Eu não tenho na minha vida tão miserável, que todo dia após expediente eu toco no piano do Palácio onde eu trabalho e adivinha só, assim como "a oração de um homem em desespero" foi feita em dó menor, quando eu escrevi "destino de um narcísico": nas teclas pretas do piano eu falava que encontrava minha tristeza em todos aqueles bemóis.


Hoje até mesmo nas teclas brancas eu reproduzo tristeza e tem quem diga: "que beleza!" Todo mundo ouve e Ninguém escuta,, nas tristes notas de lá menor, sol maior e fá maior, o meu pedido de socorro.


 Depois dizem que eu sou louco e ressaltam minha miserabilidade dizendo que eu sou a cena da história que come o resto do que o leão largou e volto para casa cantando vitória. 


Eu já preguei amor, eu já preguei bondade, mas um pouco de mim morre com a minha vaidade e continue desperdiçando cada vez mais e mais!

 

Foi assim com a pequena sereia, a filha da centelha, a moça do quadro, a aleijadinha, a lésbica, a moça da minha cor, até mesmo leãozinho, a estrangeira, e até aquela com quem eu não quero me relacionar. 

 

 

Minha alegria de viver está sendo consumida em ódio, rancor, e raiva! Preciso me libertar de mim mesmo. 

Não quero que minha vida seja a mesma. 

Tantas palavras duras, o orgulho não permite que mostre o que realmente. 

Eu estou triste... 

Eu abri a porta e entrou a tristeza. 

Tristeza... 

Tão triste. 

 

Me ajuda....

...

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Curitiba

Alexandre Cezar Fh
01/11/2018