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Reciprocidade

 
Quando muito criança 
já olhava as estrelas
tão longe elas iam
brilhantes
tão lindas
qual daquelas
um dia sua seria?
De criança a uma menina
e seus olhos
sempre voltados
para cima
No entanto notou uma pequena mudança
o que acontecia?
Ao doutor foi levada um pouco adiante
e o problema estava detectado
uma forte miopia tomava seus olhos
castanhos
Quis colocar os novos ajudantes a noite
quando as formosas brilhantes se desenhassem no alto
Foi como uma explosão de luz
E assim descobriu as estrelas
E a Lua bela que despontava no céu
Mas nenhuma era sua
Todas brilhavam em perfeita sintonia
Porém entre ela e as estrelas
Não havia o brilho que para ela sorrise
E os anos foram passando
criança, menina, mulher
Companheiro dos seus olhos castanhos foram vários
Em busca de que ao colocar o próximo, o brilho especial viesse
...
No momento está só
Como há tempos
Com uma miopia forte
Acabou de sair do médico
Que alerta sobre os quarenta anos de idade próximos
Viu um brilho...
Olha para as mãos...
Esquerda
...
Quem sabe não é tarde...
Ainda não
Para que a reciprocidade aconteça
E o brilho
Enfim
Brilhe não ao longe na noite
Mas em uma das suas mãos
E mesmo sem os óculos e com a visão desfocada
Enxergue de outra forma
Pela primeira vez
Sinta na pele
...
Na mão
Esquerda
 

 

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Dedico essa poesia para minha amiga Viviane Claudino, sobre nossa conversa de hoje. Uma nova forma no enxergar. Obrigada por sua amizade sincera em todos esses anos. Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
11/03/2019

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