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Ode à Morte

Deixe que os outros esbocem sorrisos coloridos,

Eu sou a neurastenia cinzenta.

Cantem o início e as coisas belas, o infante que tenta...

Estarei inerte em meus poemas doloridos...

 

Abracem a ilusão do calor da vida, os risos incontidos,

Eu escreverei sobre o fim e a trajetória lamacenta.

Ninguém tem a companhia, estamos sós desde a placenta

E só o que nos aguarda é o esquecimento dos perdidos...

 

Bradem os hinos de alegria enquanto falo da agonia lenta.

Construam a superação, eu pintarei a cor morta e nojenta

Que está presente nas desilusões do mundo, tão forte...

 

Falem do momento ideal dos homens sofridos;

Eu saberei que ele é sempre, sem pesares ressentidos...

Sonhem com a força da vida... Eu idolatro a morte...

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Thiago da Silva Carbone
17/02/2019