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Indo pra casa

Andei, tentei fugir

Não havia pra onde ir

Eu olhava para todos os lados

Em desespero com os meus livros nos braços 

Apertava bem eles de encontro ao peito

A bolsa também me afligia 

Olhei pro alto

Pensei, não há jeito

De repente, lembrei da época de criança 

Quando não fugia

Ia ao seu encontro a gargalhadas

Com os amigos diante de casa

Olhei novamente para o céu 

E me vi a sorrir

Deixa a chuva cair

Tudo lavar

Não faz mal se molhar

Os livros vão secar

A bolsa é impermeável 

Os óculos apenas um pouco embaçados

E assim, tomei uma chuva lascada

Do médico até em casa 

 

 

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Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
23/01/2019

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