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Sarjeta manchada


Sarjeta suja
de sangue
manchada
chuva
não lava
não tira
as marcas.
Lágrimas
dos olhos
amigos
amados
lágrimas
do puro
amor
amizade
quem
sabe
a lavar
apagar
a violência,
apagar
o direito
de alguns
sobre a vida
de outros.
Sarjeta
manchada
lavada
por lágrimas
quem sabe
a mancha
desapareça
a violência
acabe
e o
respeito a vida
de todos
seja
prioridade
nunca
violada
manchada
de sangue.

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Poesia publicada no ano de 2018 na Revista Alternativa L. Esta poesia foi escrita inspirada em um brutal assassinato de uma travesti, seu corpo foi deixado na calçada. Esse fato aconteceu em 2012. Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
19/01/2019

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