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Em um bater de asas

 
O mundo está no seu fim
O caos toma tudo
Está ao vivo para todos os olhos abertos vivos
Vejo bolas prateadas a cair do céu como estrelas cadentes
Florestas em seu fim e os oceanos se agitando
Vejo o ambiente gritando e os ouvidos da maioria surdos
Tudo que ocorre do outro lado do mundo em um bater de asas chegará aqui mais rápido que você imagina
O caos é como as teias de aranhas, se espalhando, mais forte que as correntes das rezas da maior parte dos lábios hipócritas
Enquanto segue julgando com facilidade os outros, a terra apodrece de dentro para fora como um câncer que pulsa
As pessoas se auto envenenam, assim, todos os dias ao falar do outro
Já que seus espelhos são de narciso
E a Terra gira
Esperando o caos se auto consumir, e, enfim, a doença que nela habita
Como um espinho encravado na pele, que a própria natureza cria uma solução e uma hora dele estará livre
Os homens correm no caos, os céus choram e tudo transborda
Eu seguirei a observar sentado na minha janela
Respirarei fundo e prenderei o ar para novos tempos
O mundo está um caos, no entanto não correrei
O meu lugar é aqui dentro desses muros
Esperarei o dia certo do fim de tudo
Para assim abrir a porta e abraçar os meus
Porém, até lá
Me vejo sozinho nesse caos que habito
A Terra gira
Amanhã quem sabe o portão se abra e o amor realidade entre sem pedir licença
A Terra gira
E o amor um dia vença a guerra infinita
O sentimento mais sublime que se impregne no caos
E em um bater de asas chegue a todos os cantos
A Terra gira
 

 

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Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
31/12/2018

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