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À dona de um coque

Ontem à noite sonhando contigo,
em igual coletivo viajavas,
afastada de mim tu te sentavas,
e não vieste conversar comigo;

Nos teus cabelos um detalhe amigo,
aquele coque que tu sempre usavas,
no penteado o coquinho ostentavas,
me fez lembrar aquele tempo antigo!

Tudo é passado, não restou mais nada!
Somente em mim a lembrança malvada
da inconstância dos carinhos teus...

Hoje por certo o coquinho bandido
por outros dedos deve ser mexido,
tal como um dia o foi pelos meus...

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josé riomar de melo freitas
05/12/2018