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A medida do amor

Meu amor,
Depois de outra vez,
Do pedestal de minha altivez,
Demonstrar a reiterada pequenez
De meu ser diante de teu grande amor.
 
Diante de tua mais pura sinceridade
Ao me alertares que é pequeno
O sentimento, se exacerbado;
Eu venci a noite sob claridade,
Em oração e choro pleno,
Para que Deus me eleve ao alto.
 
E fiz com Ele uma Aliança,
Para que jamais habite em mim,
O amor pequeno
O sentimento pequeno
O pensamento pequeno
O desejo pequeno;
E que meu coração seja, doravante,
Do tamanho de teu amor, grande.
 
Eu fiz com Ele uma Aliança,
Para que meu amor não seja maculado
Meu sentimento não seja exagerado
Meu pensamento não seja enviesado
E o contentamento não seja reservado
A um prazer condicionado
Ao sufoco que fenece tua esperança.
 
Nesta noite, meu amor, a seta cintilante
De tuas palavras sábias
Fez arder em chamas meu egoísmo;
E ao iluminar meu ser narciso,
A flecha certeira de tua fala
Introjetou em mim que o mais importante
É o amor, silencioso e diário e altruístico.
 
Pois o amor é um estado tão sublime!
 
Que não se apega ao pequeno
Gesto de agrados e mimos;
Nem ao diálogo diário
Nem se prende ao cárcere imaginário,
Nem se faz de balão de forca
Nem se embevece com o som da boca
Que soletra cifras e balbucia
Jogos de palavras em piegas poesia.
 
O amor é um estado tão lúcido!
 
Que concede ao outro a liberdade
De chegar em nossa vida
Sem preparativos preliminares.
E decide compartilhar das felicidades
Dos seres, sem que lhes sejam diminuídas
As luzes refletidas nos olhares.
 
Fiz uma Aliança com Cristo,
Para que seja um espírito divino
O amor, que tenho por ti, de verdade;
 
Que jamais meu amor seja motivo
De falta de ar e de flores no teu destino.
Que no nosso amor reverbere a cumplicidade.
 
Que o amor enlace nosso convívio
De plena e íntima liberdade.
Deus! Sejamos luzes de nosso caminho!
 
Salinas/MG, 19/11/18 - 02:15 da manhã.

 

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Cid Rodrigues Rubelita
19/11/2018