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INFÂNCIA

SAUDADE QUE ME SUFOCA
UM QUERER QUE DÓI NO PEITO
LEMBRANÇAS COISA ESQUECIDA
TRAZER DE VOLTA QUE JEITO
NAS TARDES QUENTES DA INFÂNCIA
O CORRE-CORRE PRO MAR
MERGULHOS GRITOS ALGAZARRA
ATÉ CHEGAR O LUAR
OLHOS VERMELHOS MOLHADAS
EUFÓRICAS QUERENDO CHEGAR
CHALEIRA MORNA ESPERANDO
PRA NA BACIA BANHAR
A FOME CHEGAVA JUNTO
NO PRATO O ARROZ O FEIJÃO
O NACO DO PÃO TORRADO
RUÍDOS SATISFAÇÃO
PANELA SUJA NUM CANTO
DO QUINTAL ACOMODADA
PRO VELHO CÃO IR LAMBER
TENDO A FOME SACIADA
HISTÓRIAS ERAM CONTADAS
POR NOSSA MÃE COM EMOÇÃO
FICÁVAMOS AGARRADINHAS
COM MEDO DA ASSOMBRAÇÃO
LÁ DO ALTO A LAMPARINA
DO ARMÁRIO VIGIAVA
COM TÊNUE LUZ QUE TREMIA
VELANDO A CRIANÇADA
EM PRECE PEDIDOS A DEUS
CUIDA DA GENTE AMÉM
CANSAÇO TRAZIA O SONO
SONHOS CHEGAVAM TAMBÉM
COM O NATAL QUE ALEGRIA
CULTO NA IGREJA LOUVOR
BONECAS DE PANO SAPATOS
TODOS VERMELHOS NA COR
NO OUTRO DIA CEDINHO
DESPERTAVA A PASSARADA
O PAI IA PARA PESCA
PARA A ESCOLA A CRIANÇADA
NA PONTA DA LÍNGUA DECOR
CHAMADA ORAL TABUADA 
PEQUENO ERRO DESLIZE
PUXÃO DE ORELHA REGUADA
NO CAMINHO PARA CASA
QUERÍAMOS LOGO CHEGAR
VINHA CORRENDO O CACHORRO
COM O RABO A BALANÇAR
CAFÉ NA MESA ESPERANDO
O PÃO BOLO DE FUBÁ
AS MESMAS BRONCAS COCHICHOS
FELICIDADE NO AR
TEMPO CRUEL TEMPO INSANO
SEM PEDIR DE NÓS LEVOU
DOCES MOMENTOS A INFÂNCIA
SAUDADE FOI O QUE FICOU

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Maria Isabel Sartorio Santos
16/11/2018

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