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A Senhora


E pela casa ela anda.
Na penumbra,
na casa sem 
luz,
sem lâmpada.
E pela casa ela anda,
fazendo de tudo
come,
deita,
lê,
limpa,
vive na
casa
sem luz
sem lâmpada.
Nem os raios
do Sol
iluminam.
E pela casa ela anda,
pelas ruas,
pela cidade
a pé, 
ônibus,
dos seus olhos
não precisa
há muito
estão
escuros
e na 
cegueira
ela vive
enxergando
o mundo.
E pela casa
ela anda...

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Poesia de 2011, participei do Mapa Cultural com ela. É uma poesia verídica, realmente conheci uma senhora que ficou cega na fase adulta de sua vida, mas mesmo assim soube dar a volta por cima com muita luta e fé em Deus. Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
16/10/2018

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