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A solidão


Os livros na estante
a louça suja sobre a pia
a roupa amarrotada
a cama vazia
é ela
todo o dia. 
No guarda roupa 
em cada parte da casa
estampada ela fica
anda, senta, levanta, deita, olha o teto,
a tevê, um filme do dia
Ela ronda não larga, acompanha
já não aguarda, entra, fica
persegue cada passo
no sofá de dois
somente um 
deita, levanta, anda
não para
não consegue
todo dia
É na mesa de dois
na comida de um
na risada triste de um
permanece
no dia a dia
apatia
Em cada olhar
senta, na cadeira ausência sentida
é ela
algo a sentir
em cada segundo desde a partida
Depois de várias tentativas
o fracasso fica claro
é o fim
o começo dela
a bater
é a solidão
prolongada
dura
fria

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poesia antiga, postada de novo no site Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
16/10/2018

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