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Antes da Cegueira...

Fragilidade de fagulha.

Fiquei como aquele no meio do vendaval:

Desnorteado e sozinho.

Nunca me importei com a solitude,

Mas ela vai apertando meu coração e é escuro demais

Para traçar uma rota...

 

Pressinto a cegueira.

Já um olho baqueia.

Um outro vai brincando no cabo de guerra

Contra um gigante que dorme.

Não há dinheiro que importe.

Não há consolo que seja forte.

Sou errático no meio do deserto do eu.

 

Não desanimo ainda.

É muito despreocupante ainda.

(Foi o que disse a mim mesmo há dez anos atrás...).

Hoje estou sendo saudado pela escuridão.

Homem pequeno diante de tão imensa força...

Sou um homem que passou pelo caminho

E foi levado pela brisa de uma noite eternal.

Como me desculpar por ter sido vilão e monstro?

Por ter traído e fustigado?

Feri a luz e ela se vingou inclemente.

Brinquei com fogo e a fumaça me cegou...

 

Que angústia antes da cegueira...!

Magoa-me como se já nublado pelas trevas eu fosse,

Mas não sei se já não estava desde o princípio...

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Thiago da Silva Carbone
21/08/2018