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Olhos cor de chuva

Óculos escuros que nada veem 

Olhos nebulosos que já não leem

Não dirige o velho carro

Olhos que o impedem de ler o nome do ônibus que ansioso aguarda

Olhos da cor mais triste 

É como a cor do céu de nuvens carregadas 

Que se desaba em grossas lágrimas 

Esse olhar faz do homem um ser perdido 

Que quase já não mais enxerga o caminho de casa

Um véu cinza lhe cega a visão 

E para sua companheira só resta o bater do coração 

Já que lhe foi negado o sabor de todos os dias lhe deitar os olhos

E contemplar tamanha perfeição 

Segue a vida sabendo que a solução 

É aprimorar olfato, tato e audição 

Que mesmo com olhos da cor de chuva

O sorriso seja como as nuvens

Sem precipitação 

 

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Para um senhor que conheci hoje na rua, olhos tomados pela catarata e uma cirurgia mal sucedida. Botucatu - São Paulo

Marcela Hebeler Barbosa
09/08/2018

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