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SONETO VI - VELHO BARREIRO

Docemente recordo meu antigo Barreiro,
E saudoso, me lembro das tardes chuvosas,
Enchendo de folhas o enorme terreiro,
E o chão salpicado de roxas amoras.
 
O ocaso entre as sombras do Rola-moça
Caiam como brisa após o sol das almas,
Anunciando a noite no revoar da garça,
Turvando as tardes nas branduras calmas.
 
Tempos das fotos em preto e branco,
Esfumaçadas com as partidas dos trens,
Sucumbidas entre as serras no nevoeiro.
 
Sou esse idoso sentado num velho madeiro,
Proseando velhas histórias e bobagens,

 
Perdido nas lembranças do velho Barreiro.

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Eber Fonseca
24/02/2017

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