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SONETO II

 

Vivo por hora suspirando as flores
Perdido e vagando em teu olhar singelo,
E flutuando entre as nuvens de vapores,
Morro de amores neste meu flagelo.


É o anseio pelas tardes, seus beijos,
Por seus afagos, e que me abrace,
E me pergunte! O que do amor faremos?
Entre olhares ternos, face a face.


O amor é às vezes um mal no peito,
É doença febril, latejante em prazer,
É a dor do luto a quem faz por eleito.


Mas é essa, a eterna razão de viver,
É a gostosura de uma nova paixão.
Um regar a espera do florescer.

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Eber Fonseca
24/02/2017

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