O VIOLONISTA

 

Acomodou delicadamente

Ao seu colo

E deslizou suas mãos

Em todo o seu pescoço

Abraçou suavemente o corpo todo

Os olhos aparentemente fechados

Contemplavam e exploravam

Ora lentamente

Ora rapidamente

Com extrema paixão

E virtuoso amor

Extraindo do âmago do violão

Os acordes, solos e trinados

Maviosos que nos adormece

E nos acorda suavemente a alma.

   (Paulo Rogério Aires Martins)