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DOR

Oh! dor que rasga com tredo o meu viver

E lasciva pouco a pouco minha alma...

Escarne e magoa do íntimo trauma

Que a vida não me deixa esquecer.

 

Oh! cálice derrrisor de minha alegria!

Veneno frio que me entorce as veias...

Como uma aranha em suas teias

Sinto o teu fúnebre abraço de agonia.

 

Quero o silêncio dos escuros...

Das noites negras de agosto!

Fugir das paredes destes muros...

 

E no esquife...Meu último transporte

Quero a frieza branca do meu rosto...

Mostrar minha cara em minha morte!

 

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Carlos Cintra
11/09/2016

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