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O aborto (Soneto)

Repentinamente o enjoo e a certeza absoluta
No ventre a vida, gravidez, embrião absorto.
A mãe não aceita rejeita e infeliz, resoluta,
Decide por tão cruel e fatídico aborto...

A noite passa... Angustia e desconforto
Permeia confusa a mãe solteira, prostituta.
Um filho no ventre e a insensatez bruta
O filho não quer melhor nascer morto!

Confusa adormece e o lastimo intento entre
A vida e a morte do indefeso e frágil ser.
Aproxima-se do feto o fim tão medonho...

Mas, eis que num repentino e breve sonho,
Ouve seu filho no âmago e no calor do ventre
Indefeso pedir: Mamãe deixe-me nascer!

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Carlos Cintra
21/06/2016

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