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Paixão de Cristo

Lembrai-vos, meu povo de mim!
Eu que fui crucificado em vosso lugar
Eu que agonizei para todos meu Pai perdoar
Com meu sangue lavei o chão
Onde vocês pisam.
Com a minha morte
Levei todos a mesa de meu Pai
Trouxe a vida ao homem
Ao ressuscitar.
Trouxe a salvação
E a chance de uma nova vida
Sem pecados.
E o que eu vejo hoje
O mundo está sujo
Meu Pai esta à mesa, sozinho.
Veja a discórdia entre os homens
As ruas manchadas não por meu sangue
Mas, pelo sangue de meu povo.
Queria os homens de joelhos
Muitos querem o meu lugar
Decidem sobre a vida e a morte
Em seus gabinetes se esquecem
Que a ira de meu Pai
É mais que qualquer bomba atônica
Crianças agonizam pedem comida
E os homens constroem foguetes
E acham que podem dominar o espaço
Antes deveriam se preocupar com a Terra
Que pede socorro através de seus rios
Através dos furações que devassam tudo
Meu Pai esta perdendo a paciência
Não queiram vê-lo nervoso
O mundo não passa de um grão de areia
Infinito é o amor de Deus
Vê tudo com olhos de Pai
E acredita que o ser humano tem conserto.
Sexta feira Santa
Paixão de Cristo
Eu só peço lembrem-se que existo
Lembrem-se das minhas ultimas palavras
Perdoe Pai eles não sabem o que fazem...
Aquela minha imagem na cruz
Com os braços abertos
Abraçando o mundo
Rogando, pedindo,
A salvação...
Sei que muitos de vós
Estão de joelhos, orando...
Mas, não apenas por eles eu peço...

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Edson Satler
10/04/2006