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Sem pudores

Hei de  entregar-me na solidão da noite cálida
Desejar o abrigo   e fixar nos olhos inebriados da tua abstração
Querer- te na medida exata de um impulso inadiável
Amando -te doce e ferozmente
Como se possível fosse a contradição!
Ser além de mim tua morada, teu sol, tua jornada, 
Sucumbir-me ao teu encontro, a mais estranha comoção
Um esboço tolo dos apaixonados ao percorrer a nova estrada!


Faças de mim estadia perene, a curva da vida,
Sentimento sem convenção
Apossa-me urgentemente, agora e mais tarde
Antecipa-me!

Faça-me mulher prodígio, respeita meus despudores.
Sejas o avesso da rotina insossa 
E   dos confrontos faz-me risos
Aprofunda-me no hedonismo , na liberdade e causas possíveis!

Seja eu no breve instante de mulher amante
Transcender a luz do dia e despertar
Ao lado teu um riso manso ,ingênuo  enquanto o fomos.
Arrebata-me sóbria na embriaguez do verbo amar!

 

embriaga-me no verbo amar!

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Luciana Araujo
17/10/2015