AMARgura

Fantasmas do passado me assolam

Tropeço em lembranças que me tiram o equilíbrio

Do que adianta um beijo quente se o coração está frio?

Como um vulto a vejo em meus olhos

E a cena da despedida se torna constante

Em sonhos volta e meia lhe encontro

Mas ao acordar só me resta o pranto

Dizem que o homem só ama verdadeiramente uma vez

Talvez seja verdade, pelo menos pra alguns

Que se deleitam no vinho pra esquecer das amarguras

Que embriagam a carne para dar paz ao espírito

Mas a realidade retorna com o apogeu da consciência

Será que todas as cartas tem o mesmo destinatário?

Será que as feridas da alma nunca cicatrizam?

Você me ensinou o que é amar,

De uma forma tamanha que meus poemas não podem descrever

Você me ensinou o que é sofrer,

Numa intensidade tão grande que gastaria muitas vidas pra esquecer!!!