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Tributo ao Poeta Zé Keti

Em Mil Novecentos e Vinte e Um

No Rio de Janeiro nasceu

Um dos maiores poetas

Que o Brasil Conheceu.


Em dezesseis de Setembro

Daquele ano enfim

Nascia José Flores de Jesus

O poeta Zé Keti.


O seu pai com cavaquinho

Seu avô flautista e pianista

Faziam suas cantorias

De dar inveja a artista.


Nesse meio foi criado

E seu talento aflorou

Cantando o samba, as favelas

A malandragem e o amor.


A Portela agradecida

Com um troféu presenteou

No ano de Noventa e Sete

Seu grande compositor.


Primeira marcha carnavalesca

Fez que o samba agradecesse

Pela sua composição

De nome: “Se o feio doesse”.


Em mil novecentos e quarenta e seis

Um sonho realizaria

Ver gravado “Tio Sam no Samba”

Canção de sua autoria.


Primeiro grande sucesso

Teve Jorge Abdala como parceiro

E refletia o amor

Mas um “Amor passageiro”.


A parceria deu certo

E mais um samba foi gravado

Agora com o “Amar é bom”

Me sinto presenteado.


“A voz do morro” gravada

Pelo cantor João Goulart

Do filme “Rio 40 graus”

Fez parte e pôs-se a tocar

Fez um tremendo sucesso

Pro Zé Keti deslanchar.


No ano de sessenta e dois

Veio a idealizar

O conjunto “Voz do Morro”

Com quem passou a cantar.


Três discos foram lançados

Pelo grupo de outrora

Que tinha grandes cantores

Como Paulinho da Viola.

 

Nara Leão e Elis Regina

Tiveram grande progresso

Cantando uma canção

Do poeta de sucesso.


Gravaram a composição

De nome “Acender as Velas”

Que desvelava a realidade

Do dia-a-dia das favelas.


No ano de Sessenta e Quatro

Foi logo considerado

O melhor compositor 

Carioca a ter brilhado

E com o troféu “Euterpe”

Zé Keti foi agraciado.


Ainda no mesmo ano

Foi outra vez premiado

O melhor compositor

Brasileiro a ser lembrado

E o troféu Guarany

Por ele foi conquistado.


Compôs em sessenta e sete

De forma sensacional

Em parceria com Hildebrando Matos

Uma marcha magistral

A marcha-rancho “Máscara Negra”

Um sucesso nacional

Vencedora do primeiro concurso

De músicas para o carnaval.


Em Mil Novecentos e Noventa e Seis

Um CD foi lançado

“75 Anos de Samba” 

Com cantores renomados

Que pelo nosso poeta

Puderam ser convidados.


Continha músicas inéditas

E os grandes sucessos de Zé Quietinho

Cantados pelo poeta

E por Wilson Moreira, Cristina Buarque

O Monarco e Zeca Pagodinho.


Com mais de duzentas composições

Em Noventa e oito recebeu

O Prêmio Shell por sua obra

Que o samba enalteceu.


Em Mil Novecentos e Noventa e Nove

O poeta nos deixou

E foi fazer poesias

Para os anjos do Senhor.


Mas antes de nos deixar

Fez uma apresentação

Com a Velha Guarda da Portela

Escola do coração

Que lhe deu uma bela placa

Pela sua gratidão

E pelos sessenta anos 

De samba no coração. 

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Josenilson Ferreira Leite
21/03/2015