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ALÍVIO

 

De tua casa, não poderias admirar,
Nas manhãs de frescos ares,
Lençóis brancos acenando do varal,
Impulsionados, flutuarem.
 
Essa imagem, através do vidro,
Te feriria levemente,
Como papel que corta ardido,
Pensamento que espeta a mente.
 
Manhãs, sóis, o branco no varal
Repetidos ao infinito, dentro do finito,
Despejariam em ti o peso de ser mortal,
Engolirias, pelos dias, mudo grito.
 
Por isso te distrais
Com paisagens laterais,
Indo e vindo, indo mais,
Por erráticos caminhos...
 
Tudo passa por teu olho faminto,
E daí? Por acaso permaneces?
A vida escorre, e no final,
 
Quando o peso de ser mortal
Sobre a alma desce,
Não dói, amigo, é alívio.

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Lucilla Guedes
04/03/2015

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