A POESIA

Passa notória, despercebida

embriagada, embebida,

sobre a aba dum chapéu

Dum bêbado equilibrista...

 

Vai e volta

No trem da vida,

Levando mistérios em cada vagão

Deixando-nos reféns no cácere,

No ápce,nos  trilhos da solidão.

 

Levanta voous com os quero-queros

beijando a flor das estações,

Os beijos de quem me dera...

Os beijos que ainda espero.

 

Ela vem clarividente

versando todas as luas

Simples,Meiga bem nua

Vem de fora para dentro,

Vem de dentro para fora.

Toda noite,todo dia,

Tudo rima,toda hora...

 

 

 

 

 

 

Gil Miranda
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