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Adentre a máquina

 Pulsos... Avulsos e graves
Sabes o que compõe ante a carne
Ruídos agudos, quase surdos
São os berros da máquina,
Maquiada, mas não disfarça
A métrica dos ecos
A dança das engrenagens
 
Mais adentro
A beleza intrínseca do sistema
Aponta fluídos entre filamentos;
Fomentos e atritos quânticos,
Bombeados no coração do vapor
Subsequente de fragmentos
Enervados e expurgando-os ao calor
 
Expondo a faceta desgastada
O sistema se exaspera
Os ligamentos se estressam
A superfície escarra
A energia se dispersa
O recôndito instaura
A máquina maquiada se completa.

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Klaus Kly(kkcw)
28/01/2015