Distopia

 
Sopra no presente  como águas de um rio
Um vento leve, uivando no instante cinzento
Desafia o tempo deste céu aquém de brilho
Misturando a quimera e o real ao sentimento
 
Idéias se materializam no silêncio do vazio
Utopia distópica no interior deste momento
Desfaz a fantasia de um mundo em domínio
Rompe o finito pela  realidade deste intento  
 
Conteúdo das formas por quadros em perfeição
Dilatam a visão à verdadeira face do que é real
Por cores que aos olhos brilham com definição
 
Evidenciam a diferença entre o concreto e a ilusão
Da existência refém à imagens de uma tela virtual
Ausente de cognição pela pobreza da interpretação

 

 

Murilo Celani Servo
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