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A Vida de Irmã Dulce

[Ilustração não carregada]

A Vida de Irmã Dulce
 
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes
Foi escolhida por Jesus Nosso Senhor
Mais conhecida como Irmã Dulce
Nascida em 26 de maio de 1914
Na cidade de Salvador.
 
O número sessenta e um
Na Rua da Independência
Casa onde morava
E já na sua adolescência
Atendia pessoas carentes
Com muita benevolência.
 
Visitava pessoas pobres
Desde os 13 anos de idade
Sua face refletia
Amor e fraternidade
Foi aí que decidiu
Viver na religiosidade.
 
O seu pai era dentista
E aos pobres ajudava
Essa sua atitude
A filha influenciava
Dulcinha a sua irmã
Também sempre a apoiava.
 
Formou-se em professora
Mas por sua vocação
Logo após sua formatura
Entrou para a congregação
Das Irmãs Missionárias
Da Imaculada Conceição.
 
 Foi ordenada freira
Aos vinte anos de idade
E chamou-se Irmã Dulce
Pra fazer uma homenagem
A querida sua mãe
Mulher de identidade.
 
Ordenada em 34
Irmã Dulce não hesitou
E em 1935
Os pobres ela ajudou
Com suas obras sociais
Que ela mesma programou
Em Alagados, Itapagipe
E também Cidade Baixa
Na Capital Salvador.
 
Em Mil Novecentos e Trinta e Seis
Irmã Dulce Fundaria
A União Operária de São Francisco
Com fraternidade e maestria
Primeiro movimento cristão operário da Bahia.
 
Juntamente com Frei Hildebrando
Através de doações
Construíram três cinemas
Que lhes deram condições
De manter mais um projeto
Com suas arrecadações.
 
O projeto foi pensado
Mais uma obra viria
E depois de estudado
Foi então logo criado
O Círculo Operário
Do Estado da Bahia.
 
 O filho de operário
Podia comemorar
Em maio de Trinta e Nove
 Irmã Dulce foi inaugurar
O Colégio Santo Antônio
Para ele estudar
No bairro da Massaranduba
Sem que precisasse pagar.
 
Recolheu doentes da rua
Com intuito de ajudar
Colocou em cinco casas
Invadidas pra morar
Localizadas na ilha dos ratos
Mas foi expulsa do lá.
 
Peregrinou com seus doentes
Em busca de outro lugar
No Convento Santo Antônio
Ela teve que improvisar
Usando um galinheiro
Como albergue pra morar
E o Hospital Santo Antônio
Originou-se de lá.
 
No ano de 88
O presidente a indicaria
Ao Prêmio Nobel da Paz
E a Irmã Dulce teria
O apoio da Suécia
Na pessoa da Rainha.
 
Sua obra ficou conhecida
No Brasil e no mundo
E recebeu incentivo
Do Papa João Paulo II.
 
No ano de 91
João Paulo II voltou
E no seu leito, enferma
O Papa a visitou
E cinco meses depois
O Anjo Bom nos deixou
Igreja Nossa Senhora da Praia
O velório organizou
Do mais rico ao mais pobre
Não teve quem não chorou.
 
Batendo de porta em porta
Nas ruas de Salvador
Em mercados e feiras livres
Ou gabinete de governador
Assim construiu-se um sonho
Do anjo que Deus levou.

 
 

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Josenilson Ferreira Leite
14/08/2014

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