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Vento Seco

x No berço árido dessa desgraça sertão
A Aos sopros secos da eterna senhora 
x Este nordestino traceja o passo
A Enquanto a fé me forja e aflora 
B Oh meu Deus, ouça as palavras anônimas 
B Oh São Pedro, traga suas lágrimas
A Nas migalhas diante compaixão afora

x O corpo é delgado, quase inanimado
A Do maltrato sob a esfera ascendente
x Queima desde alvorada de sua alma
A E na sua insistência, logo sente
B Terra de futuro impreciso
B Sem vida como o chão que piso
A E áspera, como toda essa gente

x Minha Perdição frente horizonte turvo
A É distração aos vacilos deste mundo
x É febril e por vezes injusta
A E eu me afogo a um rancor profundo
B Aos poucos morre o clamor
B Tal a esperança a se impor
A Resquícios que eu ainda inundo

Este vento seco me exala a desespero
Um incenso fresco sem cheiro ou cor
Eu respiro e exalo este vento seco
Me viro ao embalo ao que me resta.

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Klaus Kly(kkcw)
05/05/2014