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CORVO

Fumo esse cigarro até o fim;
Também sou essa cinza
Volto à minha origem
De ser sua costela
Aspiro o pó tentando te reconstruir
Simples, assim
Respiro a angústia que paira no ar
Me embriago nas suas sórdidas palavras
Olho nos olhos de Medusa
Crio minhas asas
Derreto-as
Enfrento a serpente com suas cinco cabeças
O corvo esta por vir
Aguardo lambendo as chagas
Que em minha pele fez-te abrir
Morfeu embala meu sonho
Com o canto do Umbral
Tenebroso, assombroso
Retiro a agulha que fincaste em minha veia
A lucidez retorna, enfim
TYTA(KATIA DUTRA)