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Emigrantes

Deixam a Terra Natal
Que não lhes deu um sinal
Olhos embaçados p’las lágrimas
Rumam a outras paragens
Sentimento de impotência
Nostalgia no olhar…

Tentam adaptar-se a outro País
Outros sabores, outras cores
Línguas difíceis e estranhas
Que lhes corroem as entranhas
Com o fado no coração
Aprendem outra canção…

Não se esquecem do seu cantinho
E lá longe, contam meses e anos
Que vão levando os desenganos
E sonham voltar no Verão
P’ra matar saudades de tudo
Família, amigos e até do cão…

São nossos irmãos de alma
E seus filhos nascidos por lá,
Falam outros idiomas já
Não querem perder as raízes
Aprendem a língua materna
Com vontade e força eterna…

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Lisboa

Estela Belém
22/01/2006