Site de Poesias


Tempo, sem tempo

Tempo, carrasco de mim e de ti,
Desliza como areia por entre dedos,
Condena-nos com os seus estigmas,
Evocando árvores nuas de Outono.

Ampulheta que mede as nossas vidas:
- Desde o nascer ao morrer -
Numa estonteante e rápida voltagem,
Que nos aconselha a fazer a triagem.

Quantas pessoas se cruzaram connosco,
No tempo que nesta vida percorremos?
Não foi por um simples acaso, certamente.

Tempo, não voes, não queiras sorver
Nossos sonhos, ambições e aspirações.
Tempo sem tempo, retrocede… vem!

Compartilhar

Lisboa

Estela Belém
15/01/2006