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Guerra e paz


Um cheiro de guerra e paz
Qual Massada após o cerco
Como no intervalo do futebol
Ou no silêncio pós-tiroteio

Num holocausto de vida
Ou num torneio de morte
Na odisséia humana
Quem sobrevive é o mais forte?

Dos porões cheios de escravos
Das retiradas do sertão
Um pedaço de orgulho vale um pedaço de pão?

Vários inimigos, vezes em casa
Por vezes na escola
Não perdoam, nem esquecem
Cada dia uma nova tortura se cria
Uma nova tortura se repete

E se falar pode custar a vida
Calar pode custar tua alma
Quem ajuda ou te empurra nessa batalha?
Quem escuta seu sussuro?
Quem não quer ouvir seu grito?
É cada um por si, fingindo ser amigos?

Só navegue...
Procure no escuro aquele farol
Só você saberá achar a luz do sol
Paz submissa é guerra-fria, sufoca sua garganta
Viver no medo é tão ruim quanto morrer, coragem criança

Então reaja e faça
Antes tarde que nunca escapar
Também é suicídio, é ser um morto-vivo
Melhor viver de pé e encarar
Pois emudecer  te aniquila
Um dia a guerra volta a te procurar
E a paz sufocada no medo finda

Só navegue...
Existe na escuridão um farol
Só você poderá achar a luz do sol
Paz submetida..guerra-fria..faca na garganta
Viver com medo é como morrer,
Não tenha mais medo criança...estarei com você

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André Ferreira
10/04/2012

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