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A Volta de Zaratustra

Matamos o nosso Deus, sim nós matamos
Morto nos corações, morto em qualquer canto
Quem se importa, e a quem hoje amamos?
A serpente criada pela mão do homem santo

Ideologias abortadas, o feitiço que acordamos
Antítese da vida, almas afogados em pranto
Predadores da natureza, nós mesmos brotamos
Sementes bastardas em tempo vazio de encantos

Enfim prontos, suplicamos. Oh! Zaratustra
Desça da montanha e traga-nos o super-homem
E supere o superado, além do mal e do bem

Nossa vontade é potência, o eterno retorno de tua gruta
Ensine-nos a atravessar esta ponte que nos leve a quem
Ressuscite o nosso Deus, e lhe daremos o nosso amém

 

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Murilo Celani Servo
08/03/2012