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Tardes de domingo

 

Ontem,  parado a observar as crianças brincando próximo a minha casa, voltei no tempo e comparei nossos comportamentos. 

 

O relacionamento entre as crianças de hoje, expressa o tipo de educação e informação que ora recebem.  Paira um clima de agressividade e desrespeito. A todo instante e por qualquer motivo se agridem, quer por palavras ou fisicamente.

 

Voltei quase meio século até o bairro de Ataíde.

 

Domingo era um dia especial para mim pois mamãe ficava em casa o dia todo; alem de desfrutar de seus carinhos, eu ficava livre das obrigações e podia brincar a vontade.

 

Eu e meus vizinhos nos reuníamos para a brincadeira ora em voga: pião, bola de gude, fincar o ferro, bate as mãos, pique-esconde, etc...

 

Havia um clima de amizade e cordialidade que perdurava por longos anos.

A exeção era um garoto mais velho( não lembro o nome) que só aparecia para tomar nossos brinquedos e nos dar cascudos. Nossa vingança era correr cantando "...a gente não pode nem brincar... por causa do orelhudo-pé-de-burro". Ato que o deixava enfurecido.

 

A cena que não foge a minha mente, é a de nossas reuniões de cantoria do nosso hino do dia de domingo:

 

Hoje é domingo... Do pé do cachimbo

O cachimbo é de ouro...Dá no touro

O touro é valente... Dá na gente

A gente é fraco...Cai no buraco

O buraco é fundo... Arrasa o mundo

 

É... como era bom o domingo de minha infância.

 

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Memórias da minha infância em Vila Velha--E.S.--

Doces lembranças de uma infância sofrida mas feliz. Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2007

JOSLU
12/12/2011