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em asa maior

De tudo quanto não chove,
e esse ar me conta
do que mata, do que sonha
desfazer,
um caminho se desenha
aos traços imperfeitos,
e nos braços dos barrancos,
não se engane, eu me deleito.

Se a noite já não me apanha
com as suas tranças perfeitas,
é que atrelada às estrelas,
desde criança,
eu conheço as manhas
da sua beleza..
(Não me chama...
Não me chama...
Hoje eu sou da natureza
de outra ave,
de outro encanto,
mesmo afeita ao que deixas...)

O riso no gosto do tempo,
a liberdade no sentimento
de pertencer...
Vida, um verso pra dentro,
brotando, crescendo,
em asa maior,
eu quero viver.

 

 

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Célia de Lima
13/08/2011