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Luz, sombras e sonhos

[Ilustração não carregada]

Enrosco-me em tuas mãos,

mas é em teu coração

que sinto-me  pulsar, em câmera lenta,

no compasso de uma antiga canção.

A partitura de estrelas cadentes

singra o noir veludo deste céu, em notas musicais.

Uma pauta... Em clave de sol e dó maior.

Eu te encontrei. No início do fim.

No meio do mundo.

Poeira cósmica do universo.

Constelação de buracos negros.

 

O vácuo. O vazio.

 

Não toco teus abismos,

nem te alcanço em precipícios que constroem pontes,

cruzando tuas veias e artérias.

Tatuo em minha pele o mapa da saudade,

e do encontro.

O doce encontro a argumentar a eternidade de nós dois.

A querer entender o espaço entre nossos corpos,

que se fundem desesperadamente...

Simbiose. De silêncios e espaços vazios.

Mãos.Olhos.Alma.Coração. Pele.

Tudo se entrelaçando com dois pássaros pousados no olhar.

Saberemos sim, a hora exata de partir.

Seguiremos com os ventos rubros em uma incursão

de bravias tempestades...

Nos restam ainda oito longas passagens de lua,

e sete vidas por viver.

E assim fecho a Caixa de Pandora.

E sigo.

Sigo lentamente, sem olhar para trás.

Sigo, sem amarras,sem dúvidas, sem rumo,

num barco que navegará embriagado mar afora...

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eugênia morais
09/09/2011

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